sábado, 21 de janeiro de 2017

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

domingo, 15 de janeiro de 2017

CONTOS DE MEIA-TIGELA, para crianças. Autor: Diego. Edição corrigida 4.

Para Nani, pela sua simpatia e amabilidade.
CONTOS DE MEIA-TIGELA, PARA CRIANÇAS:  “OS TRÊS IRMÃOS”.
Era uma vez, há bué de tempo, numa cidade qualquer que ficava no cu de Judas, três irmãos: o João, o André e o Rui, que andavam sempre a fazer o diabo a quatro. Era por isso que os cidadãos de bem os apelidaram de “os três da vida airada: Cocó, Ranheta e Facada”.
Moravam numa casa sem varanda, que só tinha uma assoalhada, situada numa viela perto da ponte da “Galinha Depenada”.
O aprendiz de feiticeiro que era o pai, que tinha dado às de vila-diogo por causa, segundo diziam as más-línguas, de uma camponesa da vila mais próxima, um dia regressou à sua casa. E, consequentemente, a sua parceira, a Rita, que era uma mulher de faca na liga, proferiu-lhe: “a Cascais uma vez e nunca mais”. Então, ele deu de frosques e, pouco tempo depois, esticou o pernil.
A mãe Rita dos três espirra-canivetes, que além do su feitio tinha um coração honesto, juntou os trapinhos, desta vez, com um homem bom e laborioso, o Iago, que trabalhava como um galego.
A família não só partilhava a casa com o avós e a tia-avó, que pertenciam  à brigada do reumático, mas também com os tios e as primas. Sempre que o seu tio tinha uma nova ideia para arranjar emprego dava com os burros na água, e a sua tia andava o dia todo com o rei na barriga. Ainda por cima, as suas primas também não eram flores que se cheirassem.
Por outras palabras, era, verdade seja dita, como meter o Rossio na rua de Betesga.
Apesar de alguns ladrilhos incrustados no exterior da casa, mesmo ao lado da porta, exprimirem a frase: “É amigo? Entre amigo; o pão que temos aqui, neste pequenino abrigo, também chega para ti”, era evidente que, contudo, só tinham dinheiro para os alfinetes. Ainda bem que estava o Iago para o obter, e a Rita, que ganhava uns cascalhinhos a tratar idosos e governava a casa à cabralina. Se bem que não passassem necessidades, mais coisa, menos coisa que tomavam couves para o pequeno-almoço, almoçavam couves e couves jantavam.
Um dia, de manhã, o João, o André e o Rui, com o intuito de usufruir de uma andança, tinham pedido autorização à mãe para ir brincar no bosque que ficava perto da cidade. E, tendo visto que eles asseveraram que não se perderiam, ela assentiu: por volta da meio dia e meia retornem para casa, decretou.
O Iago tinha-lhes segredado que nesse bosque morava uma bruxa do piorio, má como as cobras, com o seu gato que fumava charutos e fazia arranhões nas bochechas, e que tinham uma gaiola para miúdos onde estava a ferros o filho do rei Umerodom. Significava isto que o Iago sempre lhes relatava histórias do arco da velha, enquanto eles ficavam de olhos arregalados e de boca escancarada. Adoravam-no porquanto era um bom pai.
Assim que nos embrenharmos no bosque, procuramos a casa da bruxa, esteja onde estiver, e ficamos à espreita, concordaram os três da vida airada. Com isto não pretendiam ser heróis, mas, com toda a certeza, o seu padrasto tinha-lhes incentivado a curiosidade. Oxalá fosse real o que ele narrou, almejavam.
As folhas das árvores do bosque mexiam-se suavemente com o sopro do vento fraco, não estava nem frio nem calor. Receio que não encontremos a senda de regresso, expressou-se o Rui. E se retornássemos já para casa, o André ripostou para esquivarem esse risco. O João, que era muito audacioso e estava a fitar um morcego grisalho que tinha eclodido à frente deles e que pairava incessantemente no ar, sugeriu: cacemos o morcego para amedrontarmos as raparigas da aula das primas, essas parvas que têm macaquinhos no sotão! Essa é boa! Não é?
Distraíram-se apanhando galhos para o perseguir. A correr e a saltar é que perderam a nocão do tempo. No nosso entender, recomendaram o Rui e o André, devemos regressar já, agora mesmo! Mas o João não lhes deu ouvidos e os três prosseguiram.
Era já tarde demais, tinham-se perdido algures dentro do imenso bosque e foram apanhados de surpresa pela lua cheia, que se começava a assomar entre as copas das árvores. Seguidamente, ouviu-se o uivo dos lobos: auuuuuuu……….auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! de tal forma que eles ficaram em silêncio, mesmo sem respirar.
Notaram que o morcego tinha sumido e viram um corujão acima de um ramo. Mãe, mãe, disse o André sobressaltado, eu quero ir ter com a minha mãe! Cocó, Ranheta e Facada estavam a tremer como as varas verdes. Daí que uma sensação de arrepio lhes percorresse o corpo.
Após a seguinte árvore, deram uma olhadela e viram à sua frente uma casa, circundada por uma grade, que tinha luz acesa no alpendre. Naturalmente, todos pensaram refugiar-se nela dos perigos do bosque.
Quem quiser vir comigo, disse o João, tem de correr depressa até chegarmos à grade, neste momento, mesmo agora; nós vamos onde tu fores, replicaram os outros. A porta da grade estava fechada a sete chaves, mas encontraram uma frincha, de modo que se enfiaram para chisparem até à porta da casa.
No momento de fazer sinal para a bater, abriu-se, mas não estava lá ninguém. Bbbbbbrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr, rangeu a porta e entraram muito, muito devagar.
Olá! Está alguém cá em casa? O silêncio cingia tudo. Silêncio que foi quebrado pelo voo e o som do morcego a cirandar: iiiiiiiiiiiii……iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Desapareceu subitamente.
Constataram que pela porta de um quarto do segundo andar saía fumo, aos montes, e um cheiro a charuto muito desagradável; além disso, escutaram acolá: miau, miau, miau! miau, miau, miau!
Olá! Está alguém no quarto? Ninguém respondeu. Em seguida, ouviram o choro de uma criança a pedir auxílio.
Por isto é que subiram as escadas, mas subiram muito devagar. E de rompante, apareceu  o gato sujo e desleixado da bruxa, com os seus bigodes enrugados, a galgar sobre eles e esgatanhar os meninos: miau, miau, miau!
Mãeeeeee, mãeeeeeee! - disseram o André e o Rui aos berros. Houve uma perseguição. O gato fez arrahões nas bochechas do André e queimaduras com o charuto nas mãos do Rui.
Os dois foram capturados e engaiolados, enquanto que o João se pôs na alheta. Dado que o gato só sabia contar até dois, não se apercebeu de que o rapaz, esperto como uma raposa, tinha bazado.
Por um lado, o gato malcheiroso estava agora sentado no seu cadeirão esfarrapado a embriagar-se com vinho de meia-tigela e a fumar e fumar charutos. Ria-se às gargalhadas e, por vezes, deitava fumo sobre os meninos. Eles, matreiros, choravam lágrimas de crocodilo, ficando à espreita de que o gato descontraísse para larapiarem as chaves da gaiola.
O gato apanhou uma perua tão colossal que deu-lhe um chilique e explodiu como se espetássemos um alfinete num balão. Antes, os garotos tinham agido e atingido as chaves.
O morcego grisalho entrou pela janela e, a seguir, transformou-se…………na bruxa: he, he, he, he, he!......heeee, he, he, he, he! vou engolir cachopos para o pequeno-almoço, he, he, he, he, he! Era feia como um bode e tinha uma verruga no queixo. O André e o Rui, ainda que espavoridos, cuspiram nos olhos vermelhos da bruxa, que ficou completamente passadunte e se desvaneceu no ar.
Rapidamente tentaram abrir a gaiola, mas a porta estava perra. Surgiu outra vez o pranto da criança, que provinha do quarto contíguo. O Rui apanhou um pelo rijo do bigode enrugado do gato desditado, que tinha caído na gaiola após a explosão, para espadeirar a fechadura como se fosse uma gazua e, contanto saíram e deram uma espiadela no outro quarto, repararam em que a criança que soluçava era………o príncipe.
Arrombaram a fechadura e resgataram-no da prisão. Príncipe Basílio, somos o André e o Rui, identificaram-se; venha connosco. Porventura, o nosso irmão João já terá arranjado ajuda para nos libertar, conjeturara o Rui. Se me livrarem da bruxa, o meu pai dar-lhes-á uma recompensa generosa, prometeu-lhes  o príncipe Basílio.
Nesse momento, apareceu a bruxa num estrondo terrível e fez com que os catraios caíssem nos braços de morfeu. A muito malvada e perversa encerrou os três num quarto com paredes de chumbo.
Por outro lado, o João, a pensar na morte da becerra, viu-se grego para libertar os irmãos. Quase deita o coração pela boca porquanto o corujão que viram antes tinha dado um repentino pulo desde uma das árvores para se situar face a face com o amedrontado rapaz.
Sossega-te menino, eu sou amigo, acalmou-o o corujão. O João ficou parvo. Sou o corujão Trombone. Se mo permitires, eu posso ajudar. A não ser que queiras deixar que os teus irmãos experimentem a crueldade e ruindade da bruxa, temos de ir à procura do mago Uini, que vive além das Montanhas do Pêssego Podre. Nós dir-lhe-emos o que se passou. Mordes o esquema? E, quase sem tempo para fazer perguntas, num instante, o corujão, deitando o novo amigo nas suas costas, empreendeu o percurso até às montanhas a voar, num triz, e pousar o João num sopé.
Mago Uiiiiiiniiiiiiiiiiiiiii!-vociferou o Trombone.
Mago Uini, mago Uini, mago Uini! -ecoaram as montanhas.
Mago Uiiiiiiiniiiiiiiiiiii! -vozeou o João.
As montanhas ecoaram.
Maaaaaaaaagooooooooooo Uiiiiiiniiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!-bradaram os dois em uníssono.
O tapete mágico do mago Uini passou planando, muito depressa, rente às suas cabeças.
Pássaro e menino embarcaram nele e informaram o Mago do acontecido.
O mago Uini era velho como Matusalém, tinha desenhada uma meia lua no seu chapéu triangular e segurava na mão uma varinha de condão. Tinha um bigode e uma barba branca como a cal e muito comprida, maior que a légua da póvoa, e falava pelos cotovelos.
O mago Uini narrou que o seu tapete fazia coisas das Arábias: mudava de cor como se fosse um camaleão para passar despercebido e podia-se transformar em qualquer coisa. Também disse que o tapete só obedecia os mandatos das pessoas amigas.
O corujão esclareceu que conhecia muito bem as façanhas do tapete mágico e do seu dono, e que ele próprio tinha sido resgatado, numa ocasião, de ser devorado pelo crocodilo que, dantes, tinha a bruxa e que foi vencido pelo mago Uini.
O tapete voava e pairava no vento, dando reviravoltas no ar. Chegando à casa da bruxa, aterrou no alpendre e os tripulantes desceram. A bruxa apresentou-se a voar na sua vassoura e a rir às gargalhadas. Os nossos amigos foram apanhados de surpresa pela muito desalmada.
O amigável Trombone foi atropelado, e o Jõao requereu ao tapete para que se convertesse numa fisga. O tapete acatou, e o rapazinho, tendo pegado numa pedra, armou-se com a fisga e lançou uma pedrada que atingiu e rebentou a verruga do queixo da bruxa. A malvada estampou-se dando uma trombada contra o tronco de um carvalho.
Então, o mago Uini com a sua varinha de condão, tendo pronunciado as palavras mágicas “abracadabra pé de cabra……” transformou a bruxa numa beterraba, que foi engolida, dias depois, por um porco-bravo.
Ainda bem que o corujão só teve uma entorse na sua asa esquerda. Encontraram os irmãos e o príncipe atordoados, mas inteiros. Deram o mago Uini e o tapete mágico uma manifestação de gratidão.
O rei Umerodom abriu a burra e a sua recompensa foi muito generosa. E os miúdos, a mãe Rita e o Iago foram residir para palácio, do mesmo modo que o corujão Trombone. E viveram felizes!
-      F I M    -


EXPRESSÕES:
FAZER O DIABO A QUATRO: “fazer grandes tropelias”.
OS TRÊS DA VIDA AIRADA: COCÓ, RANHETA E FACADA: designa três individuos que estão sempre juntos a fazer tropelias e disparates.
APRENDIZ DE FEITICEIRO: se aplica a quem executa trabalhos para os quais não está qualificado.
DAR ÀS DE VILA-DIOGO: significa simplesmente “fugir”.
DE FACA NA LIGA: designa alguém sempre pronto a armar uma briga.
DAR DE FROSQUES: pirar-se.
ESTICAR O PERNIL: morrer.
TRABALHAR COMO UM GALEGO: remete para a realização de trabalhos pesados. O termo “galego” é sinónimo de alguém que trabalha intensamente.
BRIGADA DO REUMÁTICO: designação jocosa de um grupo de pessoas idosas.
DAR COM OS BURROS NA ÁGUA: significa “falhar” ou “fracassar”.
ANDAR COM O REI NA BARRIGA: significa “fazer-se importante, agir com soberba”.
METER O ROSSIO NA RUA DE BETESGA: é sinónimo de “tentar fazer algo de muito complexo com escassos meios ou, mais genéricamente, diz-se quando se pretende meter muita gente em escasso espaço”.
DINHEIRO PARA OS ALFINETES: designa o dinheiro que é ganho por alguém para as pequenas despesas.
GOVERNAR À CABRALINA: aplica-se a algo que é feito à força ou de forma autoritária.
MÃ COMO AS COBRAS: muito mã.
ESTAR A FERROS: significa “estar preso ou detido”.
HISTÓRIAS DO ARCO DA VELHA: histórias incríveis.
DO PIORIO: o pior do pior.
TER MACAQUINHOS NO SOTÃO: ter pássaros na cabeça.
FECHAR A SETE CHAVES: sinónimo de algo que deve ser bem guardado.
PÔR-SE NA ALHETA: significa “fugir”.
BAZAR: pirar-se, fugir.
SER DE MEIA-TIGELA: o significado remete para algo de inferior qualidade.
ESPADEIRAR: abrir por meio de gazua ou chave falsa.
LÁGRIMAS DE CROCODILO: designa alguém que chora de forma fingida, aparentando falso sofrimento.
FICAR PASSADUNTE: ficar zanga-do/a, irritar-se.
NOS BRAÇOS DE MORFEU: diz-se de alguém que está a dormir.
PENSAR NA MORTE DA BECERRA: Esta frase designa alguém que está particularmente meditabundo.
VER-SE GREGO: significa “ter muita dificuldade em fazer algo”.
COISA DAS ARÁBIAS: é sinónimo de algo estranho ou bizarro.
SER MAIOR QUE A LÉGUA DA PÓVOA: se refere a algo de grande extensão.

ABRIR A BURRA: significa “pagar” ou mais genericamente “gastar dinheiro”.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

País de Marias

O jornal Público fez o tradicional editorial sobre os nomes do ano 2016. Como este foi um dos nossos temas de princípio de ano pensei que talvez gostassem de o ler e vos intrigassem os resultados. O meu nome está completamente a cair em desuso, quando eu era miúda éramos como uma praga - recordo uma turma em que chegámos a ser 4 Susanas em 30 alunos, em 2016 só houve 17 em todo o país.

Os nomes pais populares de 2016


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Mário Soares


Porque concordemos ou não com as políticas, com o político ou até mesmo com o homem, há vidas que nos tocam (gostemos ou não) e Mário Soares é uma parte muito grande do século XX (e do início do XXI) em Portugal. Não é todos os dias que dividimos mundo e península com uma figura histórica do seu porte. 
Deixo-vos o quadro que o mestre Júlio Pomar fez do seu grande amigo quando este deixou o Palácio de Belém porque me parece O retrato e também o texto que o DN publicou hoje: 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

sábado, 31 de dezembro de 2016

Tic-tac, não tenho tempo

Não, o título do artigo não é uma referência ao famoso poema de Neymar de Barros dito pelo ator Vítor de Sousa. 

Encontrei esta notícia no jornal Expresso e pareceu-me curiosa para reflexão, principalmente neste primeiro dia do ano, dia em que mais que nunca pensamos em tempo: o tempo que deixamos para trás, aquele que começamos de novo, os minutos e segundos para a meia-noite. E não serão todas estas referências apenas uma convenção? 
O que vos parece a ideia de viver sem relógio ou qualquer referência temporal neste nosso mundo que vive ao segundo? 


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Expressão idiomática 3. Diego.



Prendinha de Natal

Estamos com música e por mim continuamos com música...

Uma professora de inglês da EOI (obrigada Ana) descobriu uma aplicação que nos permite jogar com canções. Há em várias línguas e, obviamente, em português. 
É verdade que a lista de canções que há não é das melhores, para ser eufemística, mas praticar é praticar, não é? Eu escolhi a canção da Adriana Partimpim "Fico assim sem você" e correu-me bastante bem. Vemos lá ver como é que vos corre a vocês, pus uma versão de principiante mas se quiserem tudo se pode adaptar para mais dificuldade e escolher canções diferentes. 

Fico assim sem você (Nani, acho que vai adorar esta!)


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

domingo, 18 de dezembro de 2016

Vá para fora cá dentro

Ok, o artigo tem um erro no título onde se lê "Quadro de cada dez..." deveria ler-se "Quatro de cada dez...". 

Erros à parte, o texto do Expresso fala-nos de onde vão os portugueses que tiram férias nesta quadra natalícia. E vocês? Têm férias nestes dias ou só vão mesmo gozar os feriados? Se têm uns dias livres sem trabalho, vão viajar? Para onde (se me permitem que seja bisbilhoteira)? 

Diego


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

CANÇÕES QUE TÊM A VER COM A IMAGEM OU A MODA.-


Olá a todos! Sou a Nani.
A Susana pediu para nós encontrarmos canções que falem acerca da imagem ou da moda. Estive a pensar e estas foram as que escolhi:

" A garota de Ipanema" de Vinicius de Moraes. Nesta canção podemos ver a importância da aparência física. Quem não fica apaixonado pela garota?       


"A Mariquinhas vai à Fonte" da Kátia Guerreiro. A Mariquinhas era o nome para designar as raparigas. Conhecia esta canção há tempo e a sua escolha foi por encontrar nela alguma coisa de inocência, de imagem de adolescente que não tem nada a ver com o vídeo. 

"Dança das sete luas" da Kátia Guerreiro. Quando a ouvirem, haverá colegas que se perguntem o porquê de estar aqui. A resposta é: por comparar as fases da lua com o constante renascer da mulher que está a mudar toda a sua vida. Haverá quem lhe encontre até graça e talvez haja quem diga que faz sentido.

"Esquina do tempo" também é da Kátia Guerreiro. Já lhes contei que para mim é mais importante o aspeto psicológico do que físico, é por isso que aqui temos a imagem psicológica do desamor. Mas é uma canção tão bonita, não, é?


E a última para não ficarem aborrecidos:

"A Felicidade" de Vinicius de Moraes. Fala do Carnaval e de estar a trabalhar o ano inteiro para nos podermos disfarçar doutra coisa. Será que não estamos conteste connosco próprios ou será só para fantasiar?



Expressões Idiomáticas 3

O vosso colega Manuel mandou-me esta imagem para continuarmos com a nossa gincana virtual pelas expressões idiomáticas. Vejam lá se a descobrem.


Obrigada Manuel (e da próxima vez pode pôr o artigo no blogue o Manuel, não é assim tão complicado)!!!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Livros

Andamos a passear pelo mundo dos livros - que aborrecem alguns e fascinam a tantos outros - e encontrei este texto e esta canção que me parece que de alguma maneira se complementam. 




Conseguem pensar em mais canções ou músicas que tenham sido inspiradas em livros?
E outros tipos de obras de arte baseadas em obras literárias?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Expressões Idiomáticas 2 - com desafio menor

Leiam o artigo do DN sobre o Panteão Nacional, é impossível não saberem depois que expressão idiomática ligamos a este monumento. 


Respostas na caixinha de comentários, por favor.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Desculpe o Auê (esta é especialmente para a Encarna Sevillano)

Sei que alguns de vocês já conhecem (porque vos obriguei) a Rita Lee - a eterna rockeira com voz de Bossa Nova - mas com eu sou teimosa com os meus gostos (principalmente os musicais), deixo-vos um novo desafio na forma de uma canção dela.
Desta vez é simples, apenas quero que me expliquem o significado de umas palavrinhas ou expressões. Aqui vão elas, vejam lá se dão com o significado. ;)
- auê
- eu me mando
- que se dane

Como ajuda, a letrita está aqui.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Desafio - Expressões Idiomáticas 1

Neste fim de semana mais compridinho que tivemos fui passear e estando na frente do monumento que faz parte da montagem abaixo tive uma ideia luminosa. Por que não fazermos uma série de adivinhas baseadas em expressões idiomáticas e provérbios? Aqui têm a primeira entrega.

Observando a colagem, devem tentar inferir que expressão idiomática tentei "encriptar" nas imagens. Se gostarem faço mais.


A fotografia do edifício é minha, a senhora é uma intrusa desconhecida que decidiu aparecer. E as outras dias imagens são daqui e daqui.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Natal: 10 presentes preferidos

No seguinte artigo fala-se sobre os 10 presentes preferidos dos portugueses para oferecer no Natal. Conseguem imaginar quais são? 10 presentes preferidos

O que vos peço é que façam um ranking do mesmo tipo do deste artigo para as escolhas dos espanhóis, segundo a vossa experiência pessoal. Fico à espera!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Agenda Cultural - dezembro 2


Agenda Cultural - dezembro 1

Depois de termos falado sobre livros (com uns) e teatro (com outros) e já que estamos em época festiva. Por que não ir a Lisboa, ver as luzes de Natal e aproveitar para ver um espetáculo?

Esta é a página da Agenda Cultural da cidade para o caso de a quererem ter à mão. Eu vou acrescentá-la à barra lateral, de qualquer maneira. E o que vos aconselho, sem ter visto nada, é por algum conhecimento - provindo do interesse e paixão - da área.

Já que há dois ou três artigos vos escrevi sobre a Eunice, têm a vossa oportunidade no Teatro Politeama. Ela (ou a Manuela Maria, que é outra das enormes atrizes portuguesas) como protagonista, o meu queridíssimo Ruy de Carvalho, a Maria João Abreu, o João D'Ávila, o Carlos Paulo,... é um elenco de luxo, garanto-vos, o teatro é lindíssimo e a peça do autor espanhol faz parte da História do Teatro em Portugal pela sua encenação com Palmira Bastos no papel principal.

Para quem é fã de teatro contemporâneo, está no Teatro Aberto o maravilhoso João Perry, encenado por um dos melhores João Lourenço.

Também pelo encenador e autor da peça, o Tiago Rodrigues.

Para quem gosta de Shakespeare (Patrícia?).

Peça escrita pelo Mia Couto e pelo José Eduardo Agualusa e interpretada por outro dos meus muito favoritos Vergílio Castelo.

Genet é sempre Genet, e para além dele o Teatro Nacional D. Maria II e a Beatriz Batarda. Toda uma experiência!

Ok, esta é para aqueles que gostam de inglês. Ahhh, não sabiam que havia um teatro inglês em Lisboa? Pois, há. E o encenador e um dos atores foram meus professores na Faculdade. Não me podia esquecer deles, não era?